Resumo político da semana
Novo acordo ortográfico da Linha
Na senda do pioneirismo informativo que caracteriza este pasquim, o Estado de Fluxo informa em primeira mão algumas das alterações linguísticas que advêm do novo Acordo Ortográfico da Linha, a vigorar entre Algés e o Guincho, já partir do próximo ano.
Este acordo nasce da necessidade de uniformizar todos os dialectos falados na Linha, projectando os falantes e revigorando a região, eliminando as consoantes mudas, as letras inconvenientes e as palavras com érres em demasia, que só dão um ar saloio e pouco esclarecido a quem as profere (à excepção do irra!).
| Antes | Depois |
|---|---|
| Acto | Evento |
| Adoçante | Canderel |
| Baptizado | Evento |
| Difícil | Dficil |
| Espreguiçaceira | Chaise Longue |
| Respectiva | Mlher |
| Respectivo | Marido |
| Telefone | Tfone |
“acordo ortográfico” – implicações
Na blogosfera e nos media não se observa menção a três incógnitas da putativa adopção do “acordo ortográfico”.
A saber:
- Qual o impacto do “acordo” na aprendizagem de outras línguas?;
- Qual o impacto do “acordo” nos diversos léxicos de campos do saber como a Medicina ou as Ciências Biológicas?;
- Qual o impacto do “acordo” nas estratégias de aquisição da leitura?;
Qual o impacto do “acordo” na aprendizagem de outras línguas?
Ao estipular o primado da fonologia sobre a ortografia, este “acordo” que se intitula de unificador, isola ainda mais a língua portuguesa, afastando-a das restantes línguas latinas (inglês incluído). As consoantes mudas fornecem pistas valiosíssimas sobre a etimologia das palavras, assim como unificam todo um conjunto de línguas ocidentais, promovendo o multi-linguismo. A este propósito, é assaz curioso que os falantes do português do Brasil não revelam tanta facilidade na aprendizagem de línguas estrangeiras como o português ou o romeno.
Qual o impacto do “acordo” nos diversos léxicos de campos do saber como a Medicina ou as Ciências Biológicas?
O léxico científico, por se querer universal, tem-se socorrido de duas línguas estáveis: o grego e o latim. O baptismo de nomes científicos com base nessas línguas permite não só uma regularidade, mas também uma forma de promover o intercâmbio científico entre falantes de línguas diferentes. Um aluno que no próximo ano comece a ser instruído através da cartilha do “acordo”, verá o seu léxico irremediavelmente comprometido e terá menos estratégias mnésicas, gramaticais e logográficas de aquisição do mais variado jargão científico. O facilitismo em anos precoces de alfabetização trará incomportáveis custos, amputando de Saber uma população universitária cada vez mais pobre nos recursos que traz para o ensino superior.
Qual o impacto do “acordo” nas estratégias de aquisição da leitura?
Para a maioria dos alunos a aquisição da leitura faz-se quase automaticamente. Não obstante, as estratégias utilizadas são complexas e diversificadas. Ao contrário do que a linguística da gramática generativa faz crer, por via dos ideais anarco-sindicalistas de Noam Chomsky, a existência de regras estáveis é um facilitador da aquisição da leitura. Não constitui estratégia única, mas negligenciá-la para promover a gramática generativa é reduzir o leque de estratégias de aquisição da leitura. A este propósito, convém também salientar que, ao nível de jovens leitores, a inexistência de uma pista ortográfica é um pouco como proibir aprender a andar de bicicleta sem rodinhas…
Quem requer adoção é um adoçante?
Benfica contratará os 15 veados postos à venda pela Câmara da Nazaré no mercado de Inverno
A venda gorada dos 15 veados da Câmara da Nazaré não significa que os mesmos não estejam nos planos do Benfica.
O Estado de Fluxo confirmou junto do Barbas que os veados virão mesmo na reabertura do mercado, por troca com quatro javalis do plantel principal mais duas andorinhas dos júniores.








