They’re running out of rhinos, and what do I care

Esta febre Europeu/Combustíveis/Transportes traz algo de positivo.
Traz a lição de que os nossos filhos viverão num mundo com oportunidades e desafios aliciantes se nos focalizarmos no que há de mais simples e prático.
Há que encurtar a distância entre o produtor e o consumidor. Em última análise, transformar mesmo o consumidor em produtor. As grandes cidades afastaram as hortas e pequenas produções de quem as consume. Plantar e ver crescer uma batata é hoje uma miragem para o comum do cidadão “globalizado”. Sentir o quão dependentes estamos de alguém que meramente cria um canal de transporte é transporte fez-me ver que não estamos a evoluir num sentido inteligente e adaptativo face aos recursos que temos à mão na Terra.
À mesma hora que uns se uniam em torno de um jogo de bola, outros, parasitariamente, esgotavam os recursos petrolíferos da capital, com uma força que ninguém pode parar. Mesmo não necessitando disso para a sua rotina.
Um pouco de firmeza e de autoridade nesta altura era apreciada, por parte do Governo. Perante tamanha rigidez e autoritarismo face à Função Pública, os docentes e outras classes profissionais, a fim de manter alguma da (pouca) credibilidade que ainda lhes resta, importava agir com mão de ferro nos interesses parasitários dos transportadores. Sem cedências.
Responsabilidades à parte, ao vir para casa ao som da cidade deserta, gritando golo aqui e ali, tive hoje uma bela imagem de eu próprio, a ir de bicicleta para o emprego. De ter uma horta, em que poderia ter perfeitamente as minhas necessidades de cenouras, alfaces e ervilhas satisfeitas. Especializar-me-ia nestas três. Podia trocar e vender a outrém. Directamente. Trocando experiências e conhecimentos. Mais um passo para humanizar o quotidiano.
