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	<title>Estado de fluxo &#187; Portugal</title>
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	<description>Eu podia meter aqui uma frase filosofóide qualquer para mostrar que sou um tipo com uma profundidade intelectual só comparável à fossa do Mindanao, mas agora não me apetece.</description>
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		<title>A corrida ao ouro justifica o laxismo? #AO90</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 22:41:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estado de Fluxo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No dia em que se inaugura a nova sede da CPLP, não pude deixar de pensar na Commonwealth, um misto de união económica e de valores (promoção dos direitos humanos (ouviste, Mugabe?), democracia, justiça, boa governação, liberdade individual, paz mundial e multi-lateralidade. O contraste com a CPLP sempre foi evidente. Esta última, tem-se tentado afirmar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> No dia em que se inaugura a nova sede da CPLP, não pude deixar de pensar na Commonwealth, um misto de união económica e de valores (promoção dos direitos humanos (ouviste, Mugabe?), democracia, justiça, boa governação, liberdade individual, paz mundial e multi-lateralidade.</p>
<p>O contraste com a CPLP sempre foi evidente. Esta última, tem-se tentado afirmar nos últimos 15 anos, hasteando a bandeira da &#8220;lusofonia&#8221;, conceito vago, tido como brotado da confluência de culturas, mas que ultimamente, alavancado pelo sucesso económico brasileiro e o superavit económico angolano, traduz um princípio bem diferente.</p>
<p>A nova &#8220;lusofonia&#8221; é uma tábua de salvação para os países menos pujantes economicamente, onde Portugal ganha particular destaque. A nossa urgência em apanhar a &#8220;onda&#8221; angolana e brasileira, já posta em prática com a emigração em massa para estes países, assemelha-se em tudo a uma corrida ao ouro. A sustentabilidade desta &#8220;parceria&#8221;, apenas numa perspectiva económica, não encontra bases sólidas para progredir e para, até, configurar uma verdadeira alternativa à nossa participação na União Europeia. Para conferir a esta &#8220;parceria&#8221; um aspecto mais amplo, a CPLP socorreu-se da língua. E fizeram-no, chamando a si os peritos da fonética, escola linguística que nasceu de experiências científicas de psico-linguística de validade dúbia.</p>
<p>Encontrando falantes de português mais ou menos fluentes em todos os cantos do mundo, o principal obstáculo à universalização desta língua &#8211; a ortografia ocidental &#8211; foi propositadamente descuidada, sacrificando as pistas etimológicas em detrimento da pertença a um clube de &#8220;lusófonos&#8221;, bem dispostos, com clima excelente, boa gente, mas&#8230; a viver de rendimentos, ou de uma ou outra década de prosperidade económica sem sustentação sólida. Nada nos unia há 500 anos, para além do cravinho e do ouro e o que nos une hoje em dia é uma transferência de algum conhecimento ocidental (saxão) de Portugal para os outros países.</p>
<p>A opção de Portugal é arriscada. O descurar o trabalho e os seus laços com os países saxões em detrimento da mistura de culturas (em detrimento da promoção da diversidade das mesmas), da confluência, da desconstrução, pode trazer uma desintegração sociológica e nacional. É por demais sabido que a aprendizagem da língua influencia o desenvolvimento cognitivo do indivíduo e que um falante (e grafante) de uma língua mais rica  completa possui uma expressividade e operacionalização de pensamento incomensuravelmente superior a um falante de um dialecto gutural e pobre. A opção pela fonologia em detrimento de 500 anos de ortografias ocidentais, com base no latim (língua morta e por isso estável) trará custos na operacionalização e desenvolvimento do pensamento dos lusos.</p>
<p>Sem querer entrar em pessimismos, ao embarcarmos nesta corrida ao ouro, é preciso não esquecer que, antes de tudo, estamos a virar-nos para o Atlântico.</p>
<p>E se todo este El Dourado prometido não trouxer benefícios não só para o país, mas também para quem habita nele, corremos o risco de ficar sentados, no Cais das Colunas, a olhar para o mar durante muito tempo&#8230; </p>
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		<title>Carreirismo</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 09:37:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estado de Fluxo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[  Após ter surripiado por três vezes a compota da despensa Seu pai admoestou-o. Depois de ter roubado a caixa do senhor Esteves da mercearia da esquina Seu pai pô-lo na ru-a. Voltou passados vinte e dois anos, com chofer fardado. Era Director Geral das Polícias. Seu pai teve o enfar-te. Carreirismo, por Mário Henrique [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <span style="font-size: medium;"> </span></p>
<blockquote><p>Após ter surripiado por três vezes a compota da despensa<br />
Seu pai admoestou-o.</p>
<p>Depois de ter roubado a caixa do senhor Esteves da mercearia da esquina<br />
Seu pai pô-lo na ru-a.</p>
<p>Voltou passados vinte e dois anos, com chofer fardado.</p>
<p>Era Director Geral das Polícias.</p>
<p>Seu pai teve o enfar-te.</p></blockquote>
<p>Carreirismo, por Mário Henrique Leiria </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brutuguês, a escrever como se diz, desde 1990</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 13:18:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estado de Fluxo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;É que isto não é uma questão linguística, é uma questão política, uma questão muito importante do ponto de vista da política de Língua no âmbito da Lusofonia&#8221;, sublinhou Malaca Casteleiro, membro da classe de Letras da Academia de Ciências de Lisboa. O professor explicou que este acordo ortográfico &#8220;privilegia o critério fonético a desfavor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1093" class="wp-caption aligncenter" style="width: 439px"><a href="http://estadodefluxo.net/wp-content/uploads/2011/09/casteleiro_2.jpg" rel="lightbox[1092]"><img class="size-full wp-image-1093" title="casteleiro_2" src="http://estadodefluxo.net/wp-content/uploads/2011/09/casteleiro_2.jpg" alt="" width="429" height="242" /></a><p class="wp-caption-text">Malaca Casteleiro, pai do brutuguês, na sua entronização como confrade do diospiro</p></div>
<blockquote><p>&#8220;É que isto não é uma questão linguística, é uma questão política, uma questão muito importante do ponto de vista da política de Língua no âmbito da Lusofonia&#8221;, sublinhou Malaca Casteleiro, membro da classe de Letras da Academia de Ciências de Lisboa.<br />
O professor explicou que este acordo ortográfico &#8220;privilegia o critério fonético a desfavor do critério etimológico&#8221;, o que implica &#8220;a supressão das consoantes mudas, há muito decidida no Brasil&#8221;.</p>
<p>Ler mais: <a href="http://aeiou.expresso.pt/acordo-ortografico-falta-vontade-politica-para-ratificacao-malaca-casteleiro-cfoto=f254931#ixzz1Z428iu4W">http://aeiou.expresso.pt/acordo-ortografico-falta-vontade-politica-para-ratificacao-malaca-casteleiro-cfoto=f254931#ixzz1Z428iu4W</a></p></blockquote>
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		<title>Godinho, Duque e Freitas, façam lá a vontade ao árbitro e tirem um retrato, que o homem deixa de amuar</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Aug 2011 16:51:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estado de Fluxo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://estadodefluxo.net/wp-content/uploads/2011/08/screen-capture.png" rel="lightbox[1067]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1068" title="screen-capture" src="http://estadodefluxo.net/wp-content/uploads/2011/08/screen-capture.png" alt="" width="500" /></a></p>
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		<title>Declara-se oficialmente aberta a silly season</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 09:28:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estado de Fluxo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os autores de um dos 12 porcos roubados, pertencentes à colecção do ‘Pig Parade’ exposta nas ruas do centro histórico de Évora desde o dia 13, criou um grupo na rede social Facebook intitulado ‘Vamos encontrar o Porco Dummie’.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><a href="http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/evora-a-procura-de-porcos-roubados-na-pig-parade" target="_blank">Os autores de um dos 12 porcos roubados, pertencentes à colecção do ‘Pig  Parade’ exposta nas ruas do centro histórico de Évora desde o dia 13,  criou um grupo na rede social Facebook intitulado ‘Vamos encontrar o  Porco Dummie’.</a></p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Coisinhas boas</title>
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		<pubDate>Fri, 27 May 2011 13:20:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estado de Fluxo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://estadodefluxo.net/wp-content/uploads/2011/05/8551114_W2kZQ.jpeg" rel="lightbox[1004]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1005" title="8551114_W2kZQ" src="http://estadodefluxo.net/wp-content/uploads/2011/05/8551114_W2kZQ.jpeg" alt="" width="500" height="324" /></a> </p>
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		<title>Aviso</title>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2011 13:49:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estado de Fluxo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este blog estará, até dia 6 de Junho de 2011, em período de reflexão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Este blog estará, até dia 6 de Junho de 2011, em período de reflexão. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Novas Oportunidades &#8211; o eterno erro da falta de follow-up</title>
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		<pubDate>Fri, 20 May 2011 00:27:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estado de Fluxo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<description><![CDATA[A recente questiúncula sobre a eficácia do Programa “Novas Oportunidades” traz à baila o eterno problema da falta de estudos de follow-up da eficácia de programas de gestão e formação no âmbito de carreira. Um programa de intervenção formativa ou de intervenção vocacional tem, forçosamente que se focar em três eixos: Elevação da auto-estima do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> A recente questiúncula sobre a eficácia do Programa “Novas Oportunidades” traz à baila o eterno problema da falta de estudos de follow-up da eficácia de programas de gestão e formação no âmbito de carreira.</p>
<p>Um programa de intervenção formativa ou de intervenção vocacional tem, forçosamente que se focar em três eixos:</p>
<ol>
<li>Elevação da auto-estima do cliente (eu sou capaz);</li>
<li>Fornecimento &#8211; por via formal ou informação &#8211; de conhecimentos, informação relevante para o desempenho profissional (eu sei);</li>
<li>Promoção de uma atitude proactiva face aos desafios, transições e decisões de carreira;</li>
</ol>
<p>Apenas um único estudo foi até agora realizado sobre a eficácia das Novas Oportunidades. Nesse estudo, coordenado pelo Dr. Roberto Carneiro, apenas o primeiro eixo foi avaliado. Isto é manifestamente insuficiente e, sobretudo, vem pôr em causa todo o trabalho que possa estar a ser executado nos dois restantes eixos (por sinal, os mais determinantes na existência de um programa desta natureza).</p>
<p>Convém relembrar, que, nos anos 90, a descredibilização da Orientação Vocacional em contexto escolar teve origem no mesmo pecado: falta de estudos de follow-up. A presença e trabalho de psicólogos em escola não foi aferida. Não se avaliou um único aluno no 9º ano, aquando do seu processo de Orientação e tomada de decisão no ingresso no ensino secundário. Não se acompanhou o mesmo indivíduo ao longo da sua carreira, pelo menos, até à entrada no mundo do trabalho.</p>
<p>Quem está por fora, naturalmente, perante a ausência de resultados, age como São Tomé, não vendo, não crê. E a evangelização das pessoas para a credibilização destes programas passa por realizar, publicar e interiorizar estudos de follow-up. Não num processo meramente mecânico, mas no sentido que os mesmos produzam resultados que, por si só, possam ditar a continuidade ou morte de programas como as Novas Oportunidades.</p>
<p>Por uma questão de honestidade e rigor científico, era o mínimo desejável para evitar críticas. Mesmo que mal fundamentadas, não encontram argumentos com maior grau de fundamentação que as possam contradizer. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Recebido por email</title>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2011 15:38:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estado de Fluxo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Pôr o Sócrates a gerir os 78 mil milhões é como promover o Bibi a chefe dos escuteiros&#8221;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<br />
<blockquote><p>&#8220;Pôr o Sócrates a gerir os 78 mil milhões é como promover o Bibi a chefe dos escuteiros&#8221;</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>O Caso DSK visto na blogosfera</title>
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		<pubDate>Tue, 17 May 2011 10:30:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estado de Fluxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[DSK pode ser inocente ou culpado. Obviamente não sei responder a esta pergunta. Mas o que sei é que nos Estados Unidos ninguém estará a questionar a sua prisão, porque as pessoas têm confiança no seu sistema de justiça. Em Portugal, e apesar de ser um caso que não nos diz propriamente muito, questiona-se tudo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<br />
<blockquote><p>DSK pode ser inocente ou culpado. Obviamente não sei responder a esta pergunta. Mas o que sei é que nos Estados Unidos ninguém estará a questionar a sua prisão, porque as pessoas têm confiança no seu sistema de justiça. Em Portugal, e apesar de ser um caso que não nos diz propriamente muito, questiona-se tudo. Isso porque confundem a justiça americana com a nossa. </p></blockquote>
<p>(<a href="http://31daarmada.blogs.sapo.pt/5050072.html">daqui</a>)</p>
]]></content:encoded>
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