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A parceria Portugal – Microsoft – opiniões

Dois posts fundamentados e construtivos sobre a parceria Portugal – Microsoft:

Nota: Interessante verificar que no Memorando de Entendimento entre Portugal e esse estado soberano que é a Microsoft, a palavra Portugal aparece 9 vezes e Microsoft 48.

Antes de ligar a máquina, ligue o cérebro

open-source-logoNas aulas de Estatística, na faculdade, dos melhores ensinamentos que recebi, foi este “Antes de ligar a máquina, ligue o cérebro”.

Ora… é precisamente isto que o Estado não fez.

A Microsoft Portugal assinou hoje um protocolo com o Ministério das Obras Públicas, mediante o qual vai equipar com a «última geração» de software da empresa – Windows Vista e Office 2007 – os computadores que vão ser disponibilizados a cerca de 600 pessoas – entre estudantes, professores e trabalhadores em formação no âmbito do programa Novas Oportunidades.

Uma análise mais a tenta a esta situação e a aplicação de um conjunto de regras de gestão muito básicas, permite-nos verificar que esta parceria se afigura mais como uma relação parasitária, em que o hospedeiro (Portugal), nada tem a ganhar.

  • Foi feito um levantamento de necessidades de IT para população alvo desta iniciativa?
    À partida duvido.
    Mas, mandava o bom senso que se tivesse em conta a realidade de oferta de software livre (a 0,00€ cada aplicação) e que para dar resposta às necessidades expectáveis dessa população alvo, o software que compilei neste post chegava para as encomendas.
  • A compra das licenças Microsoft implicava vantagens na aquisição do hardware?
    A parceria com a Cisco faz-nos ver que não.
  • Há garantia de retorno?
    Optimisticamente, sim. Ao democratizar o acesso à web e dispondo os alunos de computadores em casa, ficam dadas as condições para terem ao seu dispor toda a informação da qual necessitam para melhorarem as suas competências de escrita, oralidade, cálculo e raciocínio lógico-abstracto.
    Mas sublinho, trata-se apenas de acesso à informação.
    A web não incute métodos de estudo, não motiva para a aprendizagem em grau significativo e inclusive pode criar condições para uma dispersão atencional. Não se trata de do velho ditado chinês de “ensinar a pescar”, mas sim distribuir manuais de pesca. É ligeiramente diferente.
  • Que mais-valias tem esta iniciativa?
    Com esta parceria, a Microsoft vê em Portugal, mais especificamente nas agências governamentais, entidades cooperantes para escoar os seus produtos. Havendo uma aposta não na qualidade mas no baixo preço, o cliente / utilizador final não tendo expectativas não terá muito a dizer quanto à sua satisfação com o produto e, quem financia esta operação, ou seja, os contribuintes, não terão consciência da má opção do Estado, dado o seu desconhecimento do que é o open-source.
    Há algum retorno, há alguma movida na nossa economia, mas aparente, fruto de uma certa cartelização das e-políticas, para além da inegável e sempre imprevisível capitalização eleitoral, especialmente no eleitorado que sempre se cativa com manobras de fachada.

Sol a três dimensões

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A mosaic of the extreme ultraviolet images from the STEREO Ahead observatory’s SECCHI/Extreme Ultraviolet Imaging Telescope taken on Dec. 4, 2006, its first day of imaging. These false color images show the sun’s atmospheres at a range of different temperatures. Clockwise from top left:

* 1 million degrees Kelvin (171 A)
* 1.5 million K (195 A)
* 60,000-80,000 K (304 A)
* 2.5 million K (286 A)

PsPad

pspad

PsPadIDE freeware com suporte para múltiplas linguagens, incluindo:

  • HTML
  • XML
  • PHP
  • CSS
  • JavaScript
  • C / C++

E-recruitment a sério

Europass CV Logo Ao enviar o CV para uma empresa, seja como candidatura espontânea ou como resposta a um anúncio, o candidato fica sempre com aquela sensação de “isto não chega para me mostrar todo”.

Como resposta, a avaliar por esta notícia, as empresas de recrutamento têm vindo a avaliar os candidatos pelo seu uso da web, pelos traços que deixam em sites como o Youtube, HI5, Orkut, complementando isso com uma aturada busca via Google.

Pelo menos, tem a vantagem de saber que sites bloquear se o candidato for aceite.

Webcounselling

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Um bom artigo introdutório ao tema no Salpicos

É uma nova modalidade de ajuda que utiliza as vantagens da Internet e das tecnologias de informação, permitindo a comunicação virtual, no momento ou em diferido, com um psicólogo. Com o surgimento da Internet, quase simultaneamente se tornou visível o seu potencial terapêutico como forma de comunicação. Em 1972, há registo de uma das primeiras formas de utilização da Internet numa sessão de psicoterapia simulada no âmbito da International Conference on Computer Communication, em Outubro desse ano. Os grupos de apoio online foram uma das primeiras formas sistematizadas de utilização deste suporte na relação de ajuda. O sucesso destes grupos firmou o potencial meio de comunicação que a Internet era, mesmo para abordar assuntos pessoais e delicados.

Marketing pessoal

O site empregos.online.pt disponibiliza mais um serviço inovador: o marketing pessoal.

Com este serviço, o utilizador pode construir um pequeno portfólio a publicitar as suas competências e que oportunidades de carreira deseja.

Dada a facilidade de utilização de informação privada, o empregos.online.pt recomenda que não se facultem informações sobre documentos de identificação, morada completa e números de telefone fixos. O primeiro contacto é preferencialmente feito por e-mail, o que torna desnecessário este tipo de contacto, que pode potencialmente servir para esquemas de burla ou utilização fraudulenta de dados.

Página do serviço

Preço: 50€

Portabilidade

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Num post anterior, tinha indicado que iria compilar uma lista de software open-source útil para o utilizador doméstico.

Fruto de uma recente descoberta, decidi antes indicar uma lista de software open-source, mas de aplicações exclusivamente portáteis.

E porquê?

Porque me falaram das versões portáteis de software, sendo algo já bem estabelecido, que nos permite ter as aplicações numa pen drive e trabalhar autonomamente em qualquer computador! É ou não é a melhor invenção desde a roda? Eu acho que sim.

Além do desenvolvimento de aplicações RIA que nos dão total mobilidade e centralização da informação, com um – supõe-se – grau elevado de segurança, as aplicações portáteis são, a meu ver, uma excelente forma de ultrapassar a impossibilidade de instalarmos aplicações que usamos em computadores que nos sejam estranhos (no emprego, em cybercafés, etc.).

Existem muitos programa open-source que já possuem as suas versões portable. Na wikipedia há já uma lista extensiva destes recursos.

Para quem opte por não comprar uma drive usb u3, mais caras que uma drive convencional, há já exemplos de compilações de pacotes atractivos de software open source, sendo o PortableApps o exemplo mais difundido.

No entanto, mesmo no bundle da PortableApps, senti falta de um utilitário que me protegesse os documentos.

É muito prático termos as nossas definições na palma da mão, mas andar com uma drive usb sem um mecanismo de encriptação, é dar o ouro ao bandido. Dai que, para quem quiser aventurar-se na portabilidade aplicacional, recomendo vivamente que escolham uma aplicação de encriptação como um requisito mínimo e obrigatório antes de pegarem nas vossas drives usb e fazerem-se à estrada.

Lista de software que estou a usar na pen drive até ao momento, bem como o espaço que ocupa cada uma:

Aplicação Espaço
Firefox Portable Browser 34.2 mb
Open Office Portable Ferramenta de produtividade / Processamento de texto, folha de cálculo, apresentações multimedia, etc. 172 mb
Winamp Portable Leitor de multimedia 2.61 mb
Thunderbird Portable Cliente de e-mail 24.5 mb
7-Zip Portable Compressão/ Descompressão de ficheiros 2.10 mb
Blowfish Advanced CE Encriptação 682 kb
NVU Portable Editor de html, WYSIWYG 12.4 mb
Sunbird Portable Calendário e gestor de tarefas 20.9 mb
ToDoList Gestor de tarefas 1.47 mb
Sudoku Portable O vício! 403 kb
281.26 mb

280 megabytes – 10 aplicações.

A minha drive, com 1 Gb de armazenamento pode a médio prazo revelar-se insuficiente, especialmente se eu quiser meter mais aplicações e um número considerável de documentos de trabalho, imagens e músicas. Um ipod ou uma drive de 4 Gb para cima, acho resolverá a situação.

Opensource nas organizações

open-source-logo
Havendo muitas referências ao uso do software opensource a nível empresarial e dos seus benefícios, quer em redução de custos como em boa qualidade das aplicações, a adesão das organizações ao software opensource poderá ser maximizada, a meu ver, com uma evangelização dos seus colaboradores a um nível pessoal.

A tomada de contacto com a realidade opensource dá-se tipicamente no meio académico na área das TI ou por pessoas que sejam utilizadoras frequentes da web. Não é de espantar que, na maioria das organizações com uma quadro de pessoal com pouca exposição à web e com formações menos ligadas às TI, opensource seja algo distante, senão mesmo completamente desconhecido.

No entanto, a utilização de software por parte desses colaboradores é, cada vez mais, uma realidade garantida.

Dar o passo seguinte, colocando esses utilizadores como agentes de mudança, só é possível com um conhecimento de causa do que é o software livre, o que implica passar por uma experimentação directa e bem sucedida.

Por oposição ao fluxo bottom-up característico do desenvolvimento das aplicações OS, as organizações encontram-se ainda com padrões decisórios muito centralizados na chefia, com pouca autonomia para a capitalização das contribuições individuais para produzir vantagens competitivas. O superavit orçamental que se obtém ao não pagar licenças de software é um dado que os decisores desconhecem, ou, dada a gratuitidade das aplicações OS, seguem o velho princípio “se é grátis, deve ser pouco fiável”.

Como se pode então utilizar os colaboradores como agentes de mudança?

Uma estratégia poderia ser a da divulgação das aplicações nos media generalistas. Fazer um pouco de lobbying, poderia até merecer destaque nos conteúdos seleccionáveis nas publicações periódicas.

Pode-se, também, enveredar por vias mais informais, pelo boca a boca, tentando dissuadir o amigo ou familiar a utilizar software OS, difundindo-o junto da sua organização. Desmistificar a crença da falta de qualidade das aplicações por serem grátis parece talvez o obstáculo mais difícil de transpor. No entanto, há sempre casos de sucesso, organizações dinâmicas que podem ser citadas(Wikipedia, Linux).

Há ainda o argumento redução de custos = menos turnover. Após o receio da tecnologia substituir o Homem, o OS surge como uma oportunidade de permitir uma flexibilidade orçamental para a manutenção dos elementos da organização e principalmente do contributo do seu capital intelectual e expertise adquirido ao longo de anos.

Próximo post: lista de aplicações opensource passíveis de utilizar em ambiente doméstico.

Google Docs & Spreadsheets

Via Ivo Gomes, descobri mais uma aplicação Google: o Docs & Spreadsheets, uma RIA que integra um processador de texto e uma folha de cálculo on-line.

Útil, para aqueles dias em que não se leva drive usb para o trabalho e queremos deixar algum trabalho para dar uns retoques no fim de semana, se a criatividade e motivação aparecerem.