Archive for the 'Serviço púbico' Category

Palavrinha nova: partenogénese

Dragão de Komodo
Os dragões de Komodo (não, não é uma filial do fêcêpê) ao que consta, podem auto-reproduzir-se. E tanto que podem, como parece que vão nascer oito crias de uma só fêmea num zoo britânico.

Embora eu cá para mim, tenho que foi o elefante que fez uma incursão nocturna à toca da dragona (e agora as piadas que podiam ser feitas a partir daqui…:x), não deixaria de ser adaptativo e relevante para os problemas de hoje se a partenogénese1 fosse possível em humanos.

  • Tudo o que é gay com instintos maternais / paternais via os seus problemas legais ultrapassados e podiam fazer as paradas empurrando orgulhosamente carrinhos com resmas de dragõezitos, alistando-os logo na marinha assim que atingissem a idade mínima.
  • Tudo o que é mãe solteira encalhada, podia gerar o seu dragãozinho de komodo na comodidade do lar, para depois vociferar às amigas e putativos pretendentes “sim, este é que é o homem da minha vida!”.

1 – Partenogénese (do grego παρθενος, “virgem”, + γενεσις, “nascimento”) refere-se ao crescimento e desenvolvimento de um embrião ou semente sem fertilização, isto é, por reprodução assexuada.
(Artigo completo na Wikipédia)

Oink!

original.3
O blog hi5porcas.blogspot.com chegou ao fim.

Tendo ido mais além da mera exercitação do voyeurismo, os seus autores souberam com sarcasmo e ironia chamar a atenção para a futilidade e incoerente sistema de valores que caracteriza a franja mais jovem dos internautas portugueses.

Foram longe demais, é certo. Usaram um poder que não tem dono, a capacidade de difusão de informação via web, para expor e fazer sentir as consequências de uma deficiente noção do que é a esfera privada e do que constitui uma inconsistente afirmação pública do ego. Ai pode ter residido a principal lacuna desta iniciativa: as aparências às vezes, iludem. Por detrás de algumas pessoas visadas poderá estar um sistema de valores consistente, uma coerente afirmação do seu ser, das suas intenções e objectivos de vida… sem colidir com terceiros nem revelando uma vacuidade de conteúdo humano gritante a todos os níveis.

No entanto, de ressalvar que a propagação de informação pessoal (algo sempre vorazmente consumido), fez estragos, teve impacto, saiu nos media, ocupou tempo às autoridades criminais… obrigou o que as pessoas visadas tinham de salutar a mover-se, retirando muitas vezes os referidos perfis do hi5 ou as fotos mais descascadas.

Aconselho vivamente a leitura do último post do blog.

Com óleo vêgê, quem ganha é você*

A pergunta para o referendo que ai vem, já foi aprovada no parlamento, sendo que o único deputado que votou contra do PSD foi o célebre radialista e locutor futebolístico Ribeiro Cristóvão. O mesmo que durante um intervalo de um jogo declarou, perante todo o auditório da Renascença que o ouvia, que ia “ali fazer uma mijinha”.

Ah! Pois é… a pergunta:

Concorda1 com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez2, se realizada3, por opção da mulher4, nas primeiras 10 semanas5, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado6?

Posto isto, agora creio que vai surgir a fase do “debate e da troca de ideias” sobre o tema para “esclarecer” a malta.

A minha contribuição, em seis pontos:

  1. Concorda
  2. Com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez
  3. Se realizada
  4. Por opção da mulher
  5. Nas primeiras 10 semanas
  6. Em estabelecimento de saúde legalmente autorizado

Agora se faz favor, não façam muitos programas sobre isto, metam antes séries de qualidade na TV, marquem o referendo para um dia chuvoso e sigam com isto para a frente…

*Sim, eu sei que o slogan original era com meias, mas o post já vai tão sem sentido… mais nonsense, menos nonsense, não há drama.

IVG ou TGV?

TGV
Há dias, os meus devaneios mentais calharam em fixar-se na similaridade entre estas duas siglas. Perante tanta congruência, algo tinha que ligar estas duas práticas: o aborto e a ferrovia a alta velocidade. Não numa similaridade, mas numa complementaridade simbiótica, que o último “Prós e Contras” fez questão de me mostrar.

Como é sabido, agora que os problemas do desemprego, da produtividade deficitária, da falta de civismo nacional e do insucesso escolar estão resolvidos, há que partir para outros assuntos que, embora de menor relevância, têm que ser despachados da agenda governamental.

Falo obviamente do aborto, do casamento de homossexuais, da devolução coerciva do dinheiro ganho pela Floribella nos autógrafos que assinou, da operação para a mudança de sexo do Cláudio Ramos e da troca de membros inferiores entre o Mantorras e o Rui Costa.

Como a Floribella é muito boazinha e não abre mão do guito, os padres ainda não estão todos (para ai) virados e os avanços da medicina ainda só permitem fazer transplantes de cara e criar fígados, estas medidas apenas serão referendadas em 2009.

Resta a IVG e o TGV, tópicos complementares, irmãos até, quiçá companheiros de alegria e infortúnio, de alívio e de esperança, de fecundidade e de necessidade. Vai dai, o EdF enumera-lhe um conjunto de razões pelas quais deve votar NÃO no referendo da IVG (não leia é a pergunta, que ainda se baralha…) e fazer uma vaquinha para custear o TGV:

  • Com o TGV, as grávidas espanholas podem vir a Portugal ter filhos, evitando o fecho de maternidades e consequentes manifestações, compostas maioritariamente por mulheres menopausicas de Barcelos.
  • Com a manutenção da ilegalização da IVG, as mulheres portuguesas que a queiram fazer, deparando-se com a impossibilidade de o realizar no SNS, rapidamente baixarão a bolinha, enfiam-se um TGV e tratarão disto em Badajoz.
  • Com o TGV, ver jogos do Real Madrid e voltar no mesmo dia torna-se mais fácil.
  • Com a proibição da IVG, ver jogos do Real Madrid e levar uma “amiga” para esta ivêgêzar numa clínica madrilena e voltar no mesmo dia torna-se mais fácil.
  • Finalmente, com o TGV, um espanhol pode ir ao estádio da Luz para se rir um bocado, ver um bom jogo de futebol em Alvalade e jogar bowling no Alvalaxia, assistir à 50000ª passagem de Ben Harper por Portugal no Pavilhão Atlântico, ver a coleção Berardo e voltar para a casa indagando-se de como é possível haver um parque de diversões tão grande, mesmo ao lado de casa.

Oh meuzamiguzze

Diacono

A voz sublinha e identifica as cenas que se vão sucedendo: o “garanhão” – umas vezes com a “mulher”, outras com a “amante”, em sequência alternada; cenas de sexo
quase explícito e cenas de convívio entre a “mulher” e a “amante” (que é também a “melhor amiga” da “mulher” dele); cenas em que o “garanhão” oferece rosas e champanhe a uma delas, aparece de surpresa à outra e acaricia as coxas a uma terceira. A voz off pontua as cenas com frases sincopadas, alternando frases da “mulher” com frases da “amante” que acentuam a duplicidade do “garanhão”

Verificando a dimensão puramente sexual das imagens exibidas, valorizadas num quadro relacional de traição e mentira, sem contextualização ou conteúdo educativo ou formativo, [onde] o homem é apresentado como simples actor sexual e dominante (o «garanhão»), escolhendo, ao sabor dos seus impulsos sexuais, entre a mulher («esposa») e a «amante»; e que, além disso, a mulher é representada como mero produto sexual, apetecível ou não consoante os humores ou apetites do «garanhão», ponderando o facto de não ter dúvidas de que esta operação autopromocional foi pensada e organizada ao pormenor, com intuitos exclusivamente comerciais, com a exploração do sexo como simples produto vendável para captação de audiências, com ostensivo desrespeito pela lei, o Conselho Regulador delibera que a emissão repetida dos spots autopromocionais da novela «Jura», em horário entre as 10 e as 23 horas, representou uma violação flagrante, reiterada e grosseira

Deliberação da ERC (.pdf)

Já estou a ver a cena… sábado de manhã, 10:30, pais deitados, extenuados de uma semana de trabalho… os miúdos levantam-se para ver o Canal Panda… de repente, mudam para a SIC e dão com um garanhão casado em cima de uma “garanhona”, o Rui Veloso a cantar e ficam baralhados… será o Noddy gay? Porque é que esta malta bebe sempre álcool nestas séries? Onde é que estão os desenhos animados? Será que o pai e a mãe também swingam? O Mantorras anda mesmo com um transexual? Porque é que isto só acontece no Benfica? Terei mesmo que fazer os TPC? É que agora com isto não me apetece…

A multa prevista varia entre os 7.500 e os 150 mil euros.

Há coisas fantásticas, não há?

Netcabo

Retirado do fantástico Inepcia

Polly Valente

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Senhora Polivalente, administrativa, comercial, marketing- Zona TAGUS PARK

Procura-se menina ou senhora polivalente, que entenda de vários assuntos, informática, Inglês, facturação, marketing, logística, etc, para ser assessora do Director Geral, em empresa que se dedica à comercialização de artigos para a grande distribuição (hipermercados).

Terá de ter disponibilidade de horários, disponibilidade para viajar, acompanhar-me nas visitas às feiras no estranjeiro e aos fornecedores internacionais. Boa apresentação e disponível para todo o serviço, mesmo todo.

Sou gestor de 33 anos, afável e de fácil trato.

Indicar condições pretendidas e currículo vitae para o meu mail:

select.h@hotmail.com

Até à publicação deste post, este anúncio estava no site net-empregos.com.

Já enviei um e-mail para lá a alertar da situação.

Edit: O anúncio já foi retirado.

Estranha forma de vida

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O nível do blog retomará a sua natural elevação dentro de momentos…

Não é tarde nem é ontem… pegando no título do post, pode ser já com um faduncho celebrizado pela “sôdona” Amália

Estranha forma de vida
Foi por vontade de Deus
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade.
Foi por vontade de Deus.

Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.

Coração independente,
coração que não comando:
vive perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.

Eu não te acompanho mais:
para, deixa de bater.
Se não sabes aonde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais.

Lindo! :D

Acabei de me dar conta que este é bem capaz de ser o post mais surrealista e ao mesmo tempo com mais riqueza temática que aqui escrevi.

Senão, reparem: mete sexo, pitas, fado, destino, religião, suinicultura, pérolas, voyeurismo, tecnologias da informação, liberdade de expressão, anonimato, uma grande parte do texto escrito num tamanho de letra mais pequeno que o normal e não aborda futebol.

Ele há coisas….

Pela boca morre o peixe

Village People

“Não se morre por falta de casamento, mas morre-se em Portugal por motivos de homofobia”

(dito por um senhor qualquer de uma qualquer organização de defesa da causa homossexual na TSF, 13-10-2006)

Esta malta anda toda mal informada.

Inaugurando uma nova categoria de posts aqui no EdF, vou dar uma ajudinha e fazer um pouco de serviço púbico, ou seja, esclarecer as mentes menos iluminadas sobre assuntos situados abaixo do baixo ventre.

Após googlar sobre este tema, qualquer comum mortal percebe que em Portugal morre-se de:

  • Ataques cardiacos
  • Acidentes de viação
  • Neoplasias do aparelho digestivo
  • Neoplasias da mama
  • Hepatites
  • Suicídio
  • Homicídio (é parecido com homofobia, mas não quer dizer a mesma coisa :P)

Apresentam-se também algumas definições sobre causa de morte e doenças.

Causa de morte – Doença, estado mórbido ou lesão que produziu a morte ou que contribuiu para ela, ou as circunstâncias do acidente ou da violência que produziu essa lesão.

Causa [de morte] externa (morte não natural) – Factores externos responsáveis pela estado patológico causador do óbito, nomeadamente por tipo de suicídio, tipo de acidente, tipo de homicídio, catástrofe natural e outros.

Doenças – Estados do organismo em que existem alterações anatómicas ou perturbações funcionais que o afastam das condições normais. Utiliza-se para fins estatísticos a Classificação Internacional de Doenças (OMS).

(in Actualidades do Instituto Nacional de Estatística)

Sobre a definição de doenças, também se pode imputar ao infeliz autor da frase uma certa desactualização, um desfasamento do tempo em que vivemos.

Com efeito, até há alguns anos, o homossexualismo, como era designado, mal ou bem, fazia parte da nosologia da DSM. Mas hoje em dia, este mesmo compêndio de referência no campo da psiquiatria já não considera este tipo de comportamento como desviante ou que se caracterize por alguma espécie de disfunção ou desvio da normalidade.

A malta não lê os clássicos nem se actualiza e depois admira-se que não seja levada a sério… enfim…