Archive for the 'HR' Category

Líderes da Gestão

310O Público está a lançar uma colecção de livros de Gestão , intitulada “Lideres da Gestão” às sextas-feiras com o jornal.A colecção é constituida pelos seguintes livros:

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De notar que, sendo uma edição limitada, os livros não estarão disponíveis em todas as bancas de jornais. Assim, recomendo que, ao falharem a aquisição do mesmo, o comprem na loja on-line do Público.

E-recruitment a sério

Europass CV Logo Ao enviar o CV para uma empresa, seja como candidatura espontânea ou como resposta a um anúncio, o candidato fica sempre com aquela sensação de “isto não chega para me mostrar todo”.

Como resposta, a avaliar por esta notícia, as empresas de recrutamento têm vindo a avaliar os candidatos pelo seu uso da web, pelos traços que deixam em sites como o Youtube, HI5, Orkut, complementando isso com uma aturada busca via Google.

Pelo menos, tem a vantagem de saber que sites bloquear se o candidato for aceite.

Portabilidade

portable_apps

Num post anterior, tinha indicado que iria compilar uma lista de software open-source útil para o utilizador doméstico.

Fruto de uma recente descoberta, decidi antes indicar uma lista de software open-source, mas de aplicações exclusivamente portáteis.

E porquê?

Porque me falaram das versões portáteis de software, sendo algo já bem estabelecido, que nos permite ter as aplicações numa pen drive e trabalhar autonomamente em qualquer computador! É ou não é a melhor invenção desde a roda? Eu acho que sim.

Além do desenvolvimento de aplicações RIA que nos dão total mobilidade e centralização da informação, com um – supõe-se – grau elevado de segurança, as aplicações portáteis são, a meu ver, uma excelente forma de ultrapassar a impossibilidade de instalarmos aplicações que usamos em computadores que nos sejam estranhos (no emprego, em cybercafés, etc.).

Existem muitos programa open-source que já possuem as suas versões portable. Na wikipedia há já uma lista extensiva destes recursos.

Para quem opte por não comprar uma drive usb u3, mais caras que uma drive convencional, há já exemplos de compilações de pacotes atractivos de software open source, sendo o PortableApps o exemplo mais difundido.

No entanto, mesmo no bundle da PortableApps, senti falta de um utilitário que me protegesse os documentos.

É muito prático termos as nossas definições na palma da mão, mas andar com uma drive usb sem um mecanismo de encriptação, é dar o ouro ao bandido. Dai que, para quem quiser aventurar-se na portabilidade aplicacional, recomendo vivamente que escolham uma aplicação de encriptação como um requisito mínimo e obrigatório antes de pegarem nas vossas drives usb e fazerem-se à estrada.

Lista de software que estou a usar na pen drive até ao momento, bem como o espaço que ocupa cada uma:

Aplicação Espaço
Firefox Portable Browser 34.2 mb
Open Office Portable Ferramenta de produtividade / Processamento de texto, folha de cálculo, apresentações multimedia, etc. 172 mb
Winamp Portable Leitor de multimedia 2.61 mb
Thunderbird Portable Cliente de e-mail 24.5 mb
7-Zip Portable Compressão/ Descompressão de ficheiros 2.10 mb
Blowfish Advanced CE Encriptação 682 kb
NVU Portable Editor de html, WYSIWYG 12.4 mb
Sunbird Portable Calendário e gestor de tarefas 20.9 mb
ToDoList Gestor de tarefas 1.47 mb
Sudoku Portable O vício! 403 kb
281.26 mb

280 megabytes – 10 aplicações.

A minha drive, com 1 Gb de armazenamento pode a médio prazo revelar-se insuficiente, especialmente se eu quiser meter mais aplicações e um número considerável de documentos de trabalho, imagens e músicas. Um ipod ou uma drive de 4 Gb para cima, acho resolverá a situação.

Opensource nas organizações

open-source-logo
Havendo muitas referências ao uso do software opensource a nível empresarial e dos seus benefícios, quer em redução de custos como em boa qualidade das aplicações, a adesão das organizações ao software opensource poderá ser maximizada, a meu ver, com uma evangelização dos seus colaboradores a um nível pessoal.

A tomada de contacto com a realidade opensource dá-se tipicamente no meio académico na área das TI ou por pessoas que sejam utilizadoras frequentes da web. Não é de espantar que, na maioria das organizações com uma quadro de pessoal com pouca exposição à web e com formações menos ligadas às TI, opensource seja algo distante, senão mesmo completamente desconhecido.

No entanto, a utilização de software por parte desses colaboradores é, cada vez mais, uma realidade garantida.

Dar o passo seguinte, colocando esses utilizadores como agentes de mudança, só é possível com um conhecimento de causa do que é o software livre, o que implica passar por uma experimentação directa e bem sucedida.

Por oposição ao fluxo bottom-up característico do desenvolvimento das aplicações OS, as organizações encontram-se ainda com padrões decisórios muito centralizados na chefia, com pouca autonomia para a capitalização das contribuições individuais para produzir vantagens competitivas. O superavit orçamental que se obtém ao não pagar licenças de software é um dado que os decisores desconhecem, ou, dada a gratuitidade das aplicações OS, seguem o velho princípio “se é grátis, deve ser pouco fiável”.

Como se pode então utilizar os colaboradores como agentes de mudança?

Uma estratégia poderia ser a da divulgação das aplicações nos media generalistas. Fazer um pouco de lobbying, poderia até merecer destaque nos conteúdos seleccionáveis nas publicações periódicas.

Pode-se, também, enveredar por vias mais informais, pelo boca a boca, tentando dissuadir o amigo ou familiar a utilizar software OS, difundindo-o junto da sua organização. Desmistificar a crença da falta de qualidade das aplicações por serem grátis parece talvez o obstáculo mais difícil de transpor. No entanto, há sempre casos de sucesso, organizações dinâmicas que podem ser citadas(Wikipedia, Linux).

Há ainda o argumento redução de custos = menos turnover. Após o receio da tecnologia substituir o Homem, o OS surge como uma oportunidade de permitir uma flexibilidade orçamental para a manutenção dos elementos da organização e principalmente do contributo do seu capital intelectual e expertise adquirido ao longo de anos.

Próximo post: lista de aplicações opensource passíveis de utilizar em ambiente doméstico.

Maslow invertido

V
Saíram três notícias nos últimos dias que colocaram novamente, a meu ver, a questão da subversão das necessidades individuais.

Falo da constatação de um estudo do ICS que reporta a baixa autonomia dos adultescentes portugueses e sua tardia saída da casa dos pais.

Falo da constatação europeia de que os portugueses são dos cidadãos que mais cedo entram no sistema de ensino superior. (já não me recordo onde li isto…)

E finalmente, da criação de uma bolsa de voluntariado nacional, disponível na web.

Todas estas constatações / iniciativas apontam para uma faixa jovem da população que hoje, perante remunerações baixas, insegurança no emprego (pois este não é assegurando com base no mérito) não possui, a meu entender, uma base consistente de necessidades satisfeitas para almejar outros voos: ajudar altruisticamente, ser resilente na aceitação dos factos, não se guiar sempre por preconceitos, resolver problemas e ser criativo.

Paradoxalmente, vemos hoje a valorização dos aspectos cimeiros da pirâmide de Maslow, no que toca a metas a atingir. O mercado de emprego quer pessoas criativas, que resolvam problemas. No entanto, é essencial que todas as outras necessidades (fisiológicas, de segurança, de pertença e de estima estejam plenamente satisfeitas).

Infelizmente, a falta de visão e o medo de apostar, leva a que se mantenha a preferência por PTO’s, que desempenham sobretudo o verdadeiro trabalho de voluntariado e o “trabalho de sapa” que resulta da baixa produtividade dos quadros mais senior recebendo como reforço apenas subsídio de alimentação e perspectivas de “permanência”.

A geração “1000 Euros” vê como essencial a manutenção da sua própria segurança, a conquista tardia de autonomia, o pagamento das despesas de casa [quando a podem ter], o terminar o curso para não sobrecarregar a família… deixando para último plano a satisfação de necessidades mais elevadas e que trazem verdadeiramente as vantagens competitivas diferenciadoras no mercado de trabalho e em outros quadrantes da vida. Falo da criatividade e da resolução de problemas, que se encontram escassas nos recursos humanos. E também do desempenhar de um papel útil à sociedade, através do verdadeiro voluntariado para quem precisa e não para quem simplesmente se desperdiça.

Ao inverter a pirâmide, pode-se estar a criar uma “força de voluntariado” jovem, preconceituosa, sem os seus próprios problemas resolvidos e movida sobretudo pelo desejo socialmente aprovado de “ajudar pessoas” e ser “bem visto”, não maximizando o seu potencial.

Power users

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A sophisticated user of personal computers. A power user is typically someone who has considerable experience with computers and utilizes the most advanced features of applications.

(pcwebopaedia)

They live in the real world of our formal social structures, and play in global, virtual worlds long after we are asleep. They have avatars interacting with children and adults around the globe, make friends with strangers, ask questions of experts and get answers as peers. Power Users are identified, not only by what they know, but also by what they do with what they know.

(powerusers.edc.org)

A power user is a user of a personal computer who can utilize advanced functions and programs which are outside the reach of normal users due to the complexity and advanced knowledge required to perform these tasks. Also: a computer user who seeks and uses products having the most features and the fastest performance.

(wikipedia)

O know-how e capacidade de aprendizagem deste tipo de utilizadores de ferramentas informáticas possibilita ao contexto organizacional em que está inserido uma mais valia que muitas vezes não é tida em conta.

Na época do outsourcing e da aquisição de serviços, torna-se necessário alguém na organização que faça a ponte entre o que esta necessita e de que forma a solução informática pode ser tecnicamente implementada.

Esse alguém pode ser um power user, que frequentemente “meta as mãos na massa”, que trabalhe no core business da organização e que, tendo um razoável conhecimento de TIC, possa fazer a necessária ponderação para criar aplicações que maximizem o rendimento da organização e também desempenhar um papel de “ponte” entre a organização e um prestador de serviços de TIC especializado.

Do que tenho lido, não se criam power users enfiando-os em acções de formação. A sua capacidade de aprendizagem vem da exposição às ferramentas informáticas e a uma capacidade de aprendizagem intrínseca e movida pela curiosidade.

O valor deste tipo de colaborador numa empresa é imenso. Está nele o conhecimento do negócio,o conhecimento das ferramentas para o maximizar e a motivação para solucionar problemas com conhecimento de causa.

Pay CV

CV

O maior Marketplace de emprego em Portugal, o portal Empregos Online, lançou um serviço de criação e optimização de currículos. Este serviço, gerido por profissionais da área de recrutamento e selecção e recursos humanos, vai procurar colocar os candidatos na linha da frente das entrevistas.

(in planetarh.com, 21-07-2006)

O portal Empregos Online certamente fez um estudo de viabilidade deste serviço. Por um lado, temos aqui a oportunidade de dotar o candidato de um feedback de como deverá ser concebido o seu CV.

Uma oportunidade capitalizável, ainda por cima.

Não existindo da parte das escolas, universidades, instituições de formação e do IEFP um sistema de treino efectivo em competências de inserção e transição no mercado de trabalho, era inevitável surgir um serviço desta natureza.

Poder recorrer por 25€ a este serviço como medida pontual de aconselhamento de carreira é deveras enriquecedor. Muitas vezes pode ser apenas uma intervenção deste tipo que o cliente necessita. Sendo algo presencial, ainda melhor.