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	<title>Estado de fluxo &#187; Educação</title>
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	<description>Eu podia meter aqui uma frase filosofóide qualquer para mostrar que sou um tipo com uma profundidade intelectual só comparável à fossa do Mindanao, mas agora não me apetece.</description>
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		<title>Antes de ligar a máquina, ligue o cérebro</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 19:24:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estado de Fluxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Tech]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas aulas de Estatística, na faculdade, dos melhores ensinamentos que recebi, foi este &#8220;Antes de ligar a máquina, ligue o cérebro&#8221;. Ora&#8230; é precisamente isto que o Estado não fez. A Microsoft Portugal assinou hoje um protocolo com o Ministério das Obras Públicas, mediante o qual vai equipar com a «última geração» de software da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://farm1.static.flickr.com/104/367479949_c7586bcccb_o.jpg" alt="open-source-logo" margin="5" align="right" height="48" width="54" />Nas aulas de Estatística, na faculdade, dos melhores ensinamentos que recebi, foi este <em>&#8220;Antes de ligar a máquina, ligue o cérebro&#8221;</em>.</p>
<p>Ora&#8230; é precisamente isto que o Estado não fez.</p>
<blockquote><p>A Microsoft Portugal assinou hoje um protocolo com o Ministério das Obras Públicas, mediante o qual vai equipar com a «última geração» de software da empresa &#8211; Windows Vista e Office 2007 &#8211; os computadores que vão ser disponibilizados a cerca de 600 pessoas &#8211; entre estudantes, professores e trabalhadores em formação no âmbito do programa Novas Oportunidades.</p></blockquote>
<p>Uma análise mais a tenta a esta situação e a aplicação de um conjunto de regras de gestão muito básicas, permite-nos verificar que esta <em>parceria</em> se afigura mais como uma relação parasitária, em que o hospedeiro (Portugal), nada tem a ganhar.</p>
<ul>
<li><strong>Foi feito um levantamento de necessidades de IT para população alvo desta iniciativa?</strong><br />
À partida duvido.<br />
Mas, mandava o bom senso que se tivesse em conta a realidade de oferta de software livre (a 0,00€ cada aplicação) e que para dar resposta às necessidades expectáveis dessa população alvo, o software que compilei neste <a href="http://www.estadodefluxo.net/2007/02/11/portabilidade/">post</a> chegava para as encomendas.</li>
<li><strong>A compra das licenças Microsoft implicava vantagens na aquisição do hardware?</strong><br />
A <a href="http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=44&amp;id_news=279747" target="_blank">parceria com a Cisco</a> faz-nos ver que não.</li>
<li><strong>Há garantia de retorno?</strong><br />
Optimisticamente, sim. Ao democratizar o acesso à web e dispondo os alunos de computadores em casa, ficam dadas as condições para terem ao seu dispor toda a informação da qual necessitam para melhorarem as suas competências de escrita, oralidade, cálculo e raciocínio lógico-abstracto.<br />
Mas sublinho, trata-se apenas de acesso à informação.<br />
A <em>web</em> não incute métodos de estudo, não motiva para  a aprendizagem em grau significativo e inclusive pode criar condições para uma dispersão atencional. Não se trata de do velho ditado chinês de &#8220;ensinar a pescar&#8221;, mas sim distribuir manuais de pesca. É <em>ligeiramente </em>diferente.</li>
<li><strong>Que mais-valias tem esta iniciativa?</strong><br />
Com esta parceria, a Microsoft vê em Portugal, mais especificamente nas agências governamentais, entidades cooperantes para escoar os seus produtos. Havendo uma aposta não na qualidade mas no baixo preço, o cliente / utilizador final não tendo expectativas não terá muito a dizer quanto à sua satisfação com o produto e, quem financia esta operação, ou seja, os contribuintes, não terão consciência da má opção do Estado, dado o seu desconhecimento do que é o <em>open-source</em>.<br />
Há algum retorno, há alguma <em>movida </em>na nossa economia, mas aparente, fruto de uma certa cartelização das <em>e-políticas</em>, para além da inegável e sempre imprevisível capitalização eleitoral, especialmente no eleitorado que sempre se cativa com manobras de fachada.</li>
</ul>
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		<title>Aferissão</title>
		<link>http://estadodefluxo.net/archives/300</link>
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		<pubDate>Tue, 29 May 2007 19:32:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estado de Fluxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Day by day]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Os erros ortográficos dos alunos nos exames não serão tidos em conta na sua classificação. Ao invés, serão usados para &#8220;avaliar diferentes competências&#8221;. Para quem entende um bom bocado de psicolinguística, sabe que esta área é muito politizada e que certas correntes conseguiram construir artefactos teóricos que cometer a proeza de considerar um iletrado alguém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Os erros ortográficos dos alunos nos exames não serão tidos em conta na sua classificação. Ao invés, serão usados para &#8220;avaliar diferentes competências&#8221;.</p>
<p>Para quem entende um bom bocado de psicolinguística, sabe que esta área é muito politizada e que certas correntes conseguiram construir artefactos teóricos que cometer a proeza de considerar um iletrado alguém com &#8220;competências linguísticas&#8221;. Graças a esta via conceptual, consegui-se o que no Estado Novo ninguém sequer sonhou: a <em>analfabrutização </em>dos alunos portugueses.</p>
<p>Podia discorrer aqui sobre competências linguísticas, logografia, leitura fonológica e a dúbia validade das investigações que  usam pacientes com lesões cerebrais ou problemas de dislexia para justificar que o aluno não precisa de memorizar regras ortográficas. No entanto, é melhor e mais divertido ver as <a href="http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2007/05/provas-de-aferisso.html" target="_blank">provas de aferissão</a> no <a href="http://portugalcontemporaneo.blogspot.com" target="_blank">Portugal Contemporâneo</a>. </p>
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		<title>Ainda o bullying</title>
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		<pubDate>Sun, 20 May 2007 13:09:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estado de Fluxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[A caixa de comentários do artigo que referi neste post contem algumas pérolas corporativas. É interessante registar o tom de alguns seres que se anunciam como docentes, que afinam pelo mesmo diapasão: &#8220;a coisa não é bem assim&#8221;. Os profissionais de educação do 1º ciclo sempre contribuíram para a integração do João Miguel. Nunca houve [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> A <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1294470&#038;showComment=1">caixa de comentários</a> do artigo que referi neste <a href="http://www.estadodefluxo.net/2007/05/19/bullying/">post</a> contem algumas pérolas corporativas. É interessante registar o tom de alguns seres que se anunciam como docentes, que afinam pelo mesmo diapasão: &#8220;a coisa não é bem assim&#8221;.</p>
<blockquote><p>Os profissionais de educação do 1º ciclo sempre contribuíram para a integração do João Miguel. Nunca houve discriminação, sempre se tentou que fosse <strong>um menino como os outros</strong>, apesar da sua fragilidade física e emocional. A notícia é apenas a versão da mãe que tenta chamar a atenção do problema do seu filho, de forma a responsabilizar alguém pelo infortúnio.</p></blockquote>
<p>Ele não é &#8220;um menino como os outros&#8221;. Tem que ser visto como diferente. Se não se perspectivar a situação assim, estamos a promover desigualdade. Isto é básico. Tal como o 1º ciclo de que este comentário fala.</p>
<blockquote><p>
Sou professor há muitos anos e sei do que falo quando digo que e<strong>stas coisas raramente são exactamente o que parecem</strong>. Contudo, sou o primeiro a admitir que hoje em dia quem dita leis nas escolas são meia dúzia de jovens vândalos e suas famílias. A violência e o medo são exercidos sobre os outros alunos, sobre os funcionários e sobre os professores. Vigora a lei do medo. Eu não me deixo vergar, mas a maioria dos professores deixa, a<strong>té porque a maioria são mulheres, mais &#8220;pragmáticas&#8221; que nós, homens</strong>&#8230;</p></blockquote>
<p>Falou o docente da verga! O homem que é homem, que sabe do que fala, embora não fale do que sabe. E que sabiamente vaticina que a causa para esta situação grotesca é o ensino estar cheio de mulherio sem tomates mas com muito &#8220;pragmatismo&#8221;.</p>
<blockquote><p>Não conheço este caso, mas sou professora há quase 20 anos e, <strong>sinceramente</strong>, não acredito que <strong>os colegas sejam tão &#8220;mauzinhos&#8221;</strong> como os pais do Miguel os querem retratar. Que dizem os professores da turma, os quais têm lidado com a situação de perto?</p></blockquote>
<p>Sabiamente fundamentada com os ensinamentos de Maria Montessori e Paulo Freire, pedagogos que certamente nunca levaram um enxerto de porrada no recreio, esta &#8220;docente&#8221; diz que as criancinhas não são tão cruéis como a notícia espelha. O muco na mochila do Miguel é certamente consequência de um espirro mais aplicado, as calças afinal cairam-se-lhe porque nesse dia não trazia cinto e há que ter em conta as &#8220;razões pedagógicas&#8221; acima de tudo, aguentar mais uns pontapés no lombo até ao final do ano e ai sim, mudar de turma, porque esta em que ele está, precisa de outro saco de pancada, que pelo menos dê luta no 1º Período.</p>
<p>Este esteve quase a chegar lá&#8230;</p>
<blockquote><p>Como professor com larga experiência, <strong>sei que as coisas nem sempre são o que parecem</strong>, mas também sei que a violência está a tomar conta das escolas. Porque nas escolas como fora delas, a mentalidade vigente é a de desculpar os agressores e esquecer as vítimas. <strong>Não me admirava que a história fosse exactamente como vem contada</strong>.</p></blockquote>
<p>Diz que sim, mas eu acho que é capaz de não, mas vai na volta, até que pode ser que sim&#8230;</p>
<p>Salve-se uma opinião sensata:</p>
<blockquote><p>
Sou professor mais não oculto o facto de que, como em todas as classes, nem todos os professores são bons. Alguns repugnam pelo desprezo que têm pelos alunos e pelo desleixo no cuidar deles. O primeiro dever do professor, junto com ensinar, é compreender e defender o aluno de todos os abusos que possam ser cometidos contra ele. A violência está em todas as sociedades, pois elas precisam de promover a agressividade e a vontade de poder. Os mais fracos não só ficam para trás mas são desprezados. Há que defendê-los, não através de ficções e sermões piedosos mas fazendo sentir aos agressores que somos todos humanos e que por isso não estamos livres de nos acontecer qualquer infelicidade.</p></blockquote>
<p>E uma excelente sugestão:</p>
<blockquote><p>Fosse isto num país realmente desenvolvido, e já estava a Directora da Escola a &#8220;convidar&#8221; todos os alunos que participaram na discriminação a fazerem uma visita obrigatória ao IPO, e participarem em serviços cívicos. Quem não fizesse, chumbo. Ou seja, havia autoridade e verdadeiro socialismo. A sociedade portuguesa é em geral estupida, individualista, sem sentido de comunidade. Passa de pais para filhos, e refina. Por isso ficaremos cada vez mais longe da tal Europa aqui tão perto.</p></blockquote>
<p>Case closed. </p>
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		<title>Bullying</title>
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		<pubDate>Sat, 19 May 2007 12:04:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estado de Fluxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Termo em voga ultimamente, mas que qualquer aluno ou ex-aluno com o mínimo poder de observação constatou ao longo do seu historial escolar. Bullying is the intentional tormenting of others through verbal harassment, physical assault, or other more subtle methods of coercion such as manipulation. There is currently no legal definition of bullying. Agora há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://www.corporatetraining.ie/images/sections/bullying.jpg" alt="Bullying" align="right"/>Termo em voga ultimamente, mas que qualquer aluno ou ex-aluno com o mínimo poder de observação constatou ao longo do seu historial escolar.</p>
<blockquote><p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bullying">Bullying is the intentional tormenting of others through verbal harassment, physical assault, or other more subtle methods of coercion such as manipulation. There is currently no legal definition of bullying.</a></p></blockquote>
<p>Agora há um caso português, descrito num <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1294470">artigo</a> do Público, que pode servir de exemplo, quase caricato, por magnificar as variáveis intervenientes neste fenómeno:</p>
<blockquote><p>O Miguel ainda não foi às aulas este período. Há um somatório de episódios a atormentar a sua memória. Chamam-lhe &#8220;surdo&#8221;, por ter perdido parte da audição com os tratamentos. Chamam-lhe &#8220;porco&#8221;, por não usar o balneário. Um dia, um dos rapazes apanhou-o no corredor e &#8220;obrigou&#8221; outro a puxar-lhe as calças, enquanto lhe chamava &#8220;aquilo que é o contrário de gostar de mulheres&#8221;. Já lhe aconteceu encontrar a mochila &#8220;cheia de ranho&#8221;&#8230;</p></blockquote>
<p>A total ausência de <strong>normas de conduta</strong>, de<strong> humanidade</strong>, de <strong>percepção do outro</strong>. Mais que em contexto escolar, estas noções são adquiridas por <strong>educação parental</strong>.</p>
<blockquote><p>Lizete Cardoso e o marido esforçaram-se. Semana após semana, deslocaram-se à escola para sensibilizar a directora de turma. &#8220;Até lhe oferecemos o livro A Sala de Aula sem Bullying, de Allan L. Beane, com propostas de trabalho.&#8221; &#8220;Imensas vezes&#8221; pediram-lhe, e à presidente do conselho executivo (CE), para mudar o seu filho de turma. Assustaram-se quando a pedopsiquiatra falou em &#8220;risco de agravamento do quadro clínico, com eventuais passagens ao acto em termos de auto-agressividade&#8221;. Findas as férias da Páscoa, decidiram não arriscar. Preferem não levar o filho às aulas a vê-lo definhar.</p></blockquote>
<p>Com sensibilização, é difícil causar impacto. A responsabilização aqui é sobretudo dos pais do aluno que agride. O jovem agressor não pode ser inimputável para umas coisas e imputável para outras. Não há directora de turma, carta, ofício, suspensão para &#8220;reflectir&#8221;ou &#8220;trabalho comunitário&#8221; por parte dos agressores que evite situações de bullying. Os pais devem ser chamados à pedra. Ouvir, não confabular, perceber que &#8220;não é a escola que os tem que educar&#8221; e tendo défice de responsabilidade, serem educados para corrigir isso.</p>
<p>O artigo no Público, continua, caracterizando a inércia e promoção da paz podre, tão apanágio da forma de resolver os problemas à portuguesa:</p>
<blockquote><p>Recorreram à Inspecção-Geral da Educação (IGE). Agostinho Santa, coordenador da área de provedoria, enviou, a 23 de Abril, uma carta ao CE a salientar que &#8220;interessa, sobretudo, atender aos direitos pessoais e educativos&#8221; do menor. A recomendar, de forma explícita, a resolução do problema, &#8220;ainda que para tal seja necessária a tomada de decisões com carácter de excepcionalidade&#8221;. Ironia: <strong>a escola tem um CE interino desde 24 de Abril</strong>. O presidente interino, Laureano Valente, <strong>não responde pela antecessora</strong>, que até ali tomara conta do caso. Considera que &#8220;a mudança de turma, no momento actual, é um cenário a excluir, <strong>por razões de ordem pedagógica</strong> [<strong><small><em>como assim? Já não há razões pedagógicas suficientes para  fazer a transição? O que é que se pode aprender no meio de pequenos gorilas?</em></small></strong>]&#8220;. A mudança dever-se-á fazer no início do próximo ano lectivo, <strong>com cuidado</strong>, para que nada se repita.</p></blockquote>
<blockquote><p>Miguel não tem tido uma relação fácil com o sistema educativo. No 1.º ciclo, passou dois anos isolado por força dos tratamentos. No regresso às aulas, no 4.º ano, tinha de comer qualquer coisa às 9h00 e de tomar um fortificante no intervalo. &#8220;A professora levou-me ao CE, disse que o meu filho perturbava as aulas por comer uma bolachinha&#8221;, indigna-se a mãe.</p></blockquote>
<p>Lá está, é das razões pedagógicas, pela certa&#8230;</p>
<blockquote><p>Talvez um miúdo saudável aguentasse. Talvez os outros pais achem os de Miguel &#8220;maluquinhos&#8221; ou &#8220;chatos&#8221; por insistirem tanto na mesma tecla [<strong><small>Compreende-se que seja extremamente incomodativo constatar que não se está a ser bom pai. É chato, mas passemos para outra, sim...?</small></strong>]. E isso que importa a Lizete e ao marido? O filho &#8220;já sofreu muito, já mostrou ser um grande lutador. Agora, está bem, mas nunca se sabe&#8221;.</p></blockquote>
<p>Suposições extremamente estúpidas. O cancro não transforma uma situação de bullying em menos desculpável. Apenas mais facilmente enquadrada. Porque, tristemente, continua-se a ser necessário &#8220;fazer o desenho&#8221; para que as mentes supostamente adultas entendam fenómenos em contexto escolar. E isto, na minha opinião, mais não é que um sintoma da inépcia emocional, pedagógica e maturacional dos encarregados de educação de muitos alunos&#8230;</p>
<p><small>A <strong>bold</strong> e comentários entre[] feitos por mim, com a inevitável ironia..</small></p>
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		<title>Estes são os mestres que tiraram o curso</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2007 17:43:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estado de Fluxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[«Se vos entrevistarem na rua, por favor, não abram a boca», costuma recomendar a professora Maria Conceição Marques aos seus alunos de 9º ano, de uma escola de Lisboa. A recomendação é de uma professora de História, face à iliteracia revolucionária dos seus pupilos do 9º ano. Na mesma notícia, discorre outra &#8220;docente&#8221;: «Dizem autênticas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<br />
<blockquote><p><a href="http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=801339&amp;div_id=291#">«Se vos entrevistarem na rua, por favor, não abram a boca», costuma recomendar a professora Maria Conceição Marques aos seus alunos de 9º ano, de uma escola de Lisboa.</a></p></blockquote>
<blockquote></blockquote>
<p>A recomendação é de uma professora de História, face à iliteracia revolucionária dos seus pupilos do 9º ano.</p>
<p>Na mesma notícia, discorre outra &#8220;docente&#8221;:</p>
<blockquote><p>«Dizem autênticas barbaridades», desabafa Fernanda M. professora do 6º ano. «A maioria dos alunos não tem a menor noção do que foi o 25 de Abril, nem nunca ouviu falar». Há alguns mais informados, porque os pais explicam, «mas são muito poucos».</p></blockquote>
<p>Safem-se os pais, que com professores destes, não se vai lá&#8230; </p>
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		<title>Futurália</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2007 23:15:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estado de Fluxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Anteriormente conhecida como Fórum Estudante, encontra-se a decorrer a Futurália, Feira de Juventude, Qualificação e Emprego, na FIL (Parque das Nações). Horários: De 18 a 21 de Abril de 2007 (4.ªfeira a Sábado) Horários: Dias 18 a 20: 10H00 &#8211; 18H00 Dia 21: 14H00 &#8211; 19H00 Preços: Com cartão-jovem/Estudante: 3€ Sem cartão-jovem/Estudante: 4,20€ Instituições/Escolas têm [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://www.flickr.com/photos/blvesboy/464510202/" class="tt-flickr"><img src="http://farm1.static.flickr.com/173/464510202_dc87eabb9e_t.jpg" alt="logo_oficial_futuralia" align="right" border="0" height="52" width="100" /></a> Anteriormente conhecida como Fórum Estudante, encontra-se a decorrer a <a href="http://www.lxjovem.pt/?id_tema=1198" target="_blank">Futurália</a>, Feira de Juventude, Qualificação e Emprego, na <acronym title="Feira Internacional de Lisboa">FIL</acronym> (Parque das Nações).<br />
<small><br />
<strong> Horários:</strong><br />
De 18 a 21 de Abril de 2007 (4.ªfeira a Sábado)<br />
<strong> Horários:</strong><br />
Dias 18 a 20:  10H00 &#8211; 18H00<br />
Dia 21:         14H00 &#8211; 19H00</small></p>
<p><small><strong>Preços:</strong><br />
Com cartão-jovem/Estudante:  3€<br />
Sem cartão-jovem/Estudante: 4,20€<br />
Instituições/Escolas têm preços especiais </small></p>
<p>Já tiravam era a contagem decrescente do site&#8230;<br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/blvesboy/464510152/" title="Photo Sharing"></a></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.flickr.com/photos/blvesboy/464510152/" title="Photo Sharing"><img src="http://farm1.static.flickr.com/229/464510152_4099b8e334_o.jpg" alt="futuralia_countdown" height="163" width="386" /></a></p>
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		</item>
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		<title>Novas oportunidades &#8211; um post a sério</title>
		<link>http://estadodefluxo.net/archives/266</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2007 22:43:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estado de Fluxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[De tanta matéria alvo de gozo e escárnio, importa de quando em vez parar para pensar e debruçar-se sobre uma ou outra iniciativa num tom mais sóbrio. É o caso da iniciativa novas oportunidades, a medida governamental que, ao contrário do que a publicidade institucional quer fazer crer, pretende reconverter as competências dos portugueses em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://www.novasoportunidades.gov.pt" target="_blank" class="tt-flickr"><img src="http://farm1.static.flickr.com/175/462094164_de6d92351a_t.jpg" alt="logo_oportunidades" align="right" height="39" hspace="10" width="100" /></a>De tanta matéria alvo de gozo e escárnio, importa de quando em vez parar para pensar e debruçar-se sobre uma ou outra iniciativa num tom mais sóbrio.</p>
<p>É o caso da iniciativa <a href="http://www.novasoportunidades.gov.pt" target="_blank">novas oportunidades</a>, a medida governamental que, ao contrário do que a publicidade institucional quer fazer crer, pretende reconverter as competências dos portugueses em certificações académicas.</p>
<p>Oficializar o &#8220;saber de experiência feito&#8221; como versava Camões.</p>
<p>Na óptica da validade dessas competências, é muito mais realista fundamentar a competência do individuo com uma prova tangível de sucesso do que através de uma prova escrita, em que o mesmo não mais debita que meros conhecimentos procedimentais. Traduzindo isto para miúdos, com esta iniciativa, pretende-se que alguém com três anos de experiência em carpintaria, por exemplo, possa ver esse <em>know-how</em> traduzido numa equivalência de 12º ano, o que lhe pode permitir posteriormente enveredar por um curso tecnológico e assim formalizar os seus saberes num equivalente do ensino escolarizado.</p>
<p>Trata-se de uma iniciativa que de facto valoriza o saber prático da pessoa, em detrimento da sua &#8220;colecção de cursos&#8221;. No entanto, um olhar mais atento a toda a informação disponível no <em>website </em>da iniciativa apenas revela que de novo, há apenas a intenção de criar um verdadeiro e integrado Sistema de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências &#8211; algo ainda <a href="http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1291267" target="_blank">não completamente operacionalizado</a>.</p>
<p>Tudo o resto já existe&#8230; há anos. </p>
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		<title>Recebido por e-mail</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Apr 2007 14:58:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estado de Fluxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Rir]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://www.flickr.com/photos/blvesboy/458769272/" class="tt-flickr"></a></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.flickr.com/photos/blvesboy/458769272/" class="tt-flickr"><img src="http://farm1.static.flickr.com/168/458769272_83cffcfdf0_o.gif" alt="socrates-estudos" border="0" height="500" width="400" /></a></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/blvesboy/458771014/" class="tt-flickr"></a></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.flickr.com/photos/blvesboy/458771014/" class="tt-flickr"><img src="http://farm1.static.flickr.com/204/458771014_758d5678a5.jpg" alt="novas-oportunidades" border="0" height="500" width="375" /></a></p>
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		<title>Ensinar e aprender</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Mar 2007 14:31:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estado de Fluxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Teaching is an invitation to engage learners in a dialogue. Learning is what happens once we are engaged.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://www.flickr.com/photos/blvesboy/414102996/" class="tt-flickr"><img src="http://farm1.static.flickr.com/171/414102996_36148461ef_s.jpg" alt="CB028846" width="75" height="75" align="right" hspace="10"/></a></p>
<p><a href="http://www.elearnspace.org/blog/archives/002851.html"><br />
<blockquote>Teaching is an invitation to engage learners in a dialogue. Learning is what happens once we are engaged.</p></blockquote>
<p></a></p>
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		<title>É fazer as contas</title>
		<link>http://estadodefluxo.net/archives/233</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2007 00:08:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estado de Fluxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Alunos acham que sorte é mais importante que disciplina Ora ai está um título eye catching! Apanhado esse chamariz jornalístico, referindo também que se baseia num estudo, o leitor pensa “bom, isto é material para ser levado a sério, ora deixa cá ler o artigo&#8230;”. Foi o que eu fiz. Nas primeiras linhas, impressiona com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://farm1.static.flickr.com/171/414102996_36148461ef_s.jpg" alt="CB028846" width="75" height="75" align="right" hspace="10"/><br />
<strong><a href="http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=61&#038;id_news=265997">Alunos acham que sorte é mais importante que disciplina </a></strong></p>
<p>Ora ai está um título <em>eye catching</em>!</p>
<p>Apanhado esse chamariz jornalístico, referindo também que se baseia num estudo, o leitor pensa “<em>bom, isto é material para ser levado a sério, ora deixa cá ler o artigo&#8230;</em>”.</p>
<p>Foi o que eu fiz.</p>
<p>Nas primeiras linhas, impressiona com a referência ao calibre institucional de onde provém o estudo</p>
<blockquote><p>
O «Questionário de Avaliação das Percepções dos Alunos relativamente à Educação e aos estabelecimentos de Ensino» foi realizado ao longo do ano passado, obteve a participação de 2.155 alunos, e foi divulgado hoje pelo Conselho Nacional de Educação.</p></blockquote>
<p>Não pode falhar, isto é mesmo a sério. Até que enfim que a malta vê cientificamente que os alunos já não se deixam enganar: um tipo pode dar uma cabeçada num prof, que, com um bocado de sorte, safa-se.</p>
<p>O pior vem depois&#8230;</p>
<blockquote><p>Na auto-avaliação do rendimento escolar, 84% dos alunos considera-se no nível «Suficiente» (45,6%) ou «Bom» (38,6%).<br />
Apenas 2,6% dos alunos se considera «Muito bom» e 13,2% diz que é «Fraco».<br />
Sobre as razões para o rendimento escolar, um em cada quatro alunos (24,1%) respondeu que se deve ao «Esforço pessoal», 13,8% apontaram o «Interesse pelos estudos» e 11,2% as «capacidades pessoais».<br />
Por outro lado, os alunos consideram que o rendimento obtido se deve mais a factores como «Sorte/Acaso» (1,6% das respostas) e «Distância de casa ao estabelecimento de ensino» (1,3%) do que à «existência de regras/disciplina», que apenas obteve 1,1% das respostas.</p></blockquote>
<p>Afinal&#8230; havia mais factores, tipo&#8230; vinte vezes mais referidos pelos alunos do que os do título. Mas o jornalista, na sua imaturidade estatístico-matemática, resolveu destacar aqueles factores mais apelativos à actual problemática da guerra civil entre a população estudantil e os professores. Guerra civil essa que é característica de uma minoria de putos estúpidos e de familiares que transcendem esse nível de estupidificação, mas eu, como não me gosto de ficar atrás quando há malta a ver se bate recordes de estupidez, acho que merecem mais destaque do que a maioria do maralhal. O que vale, é que estatística é o meu forte.</p>
<p>Sendo assim, na humilde esperança que a comunidade jornalística que faz estas sínteses de estudos ponha os olhos neste breve desabafo, vou-vos explicitar em que erros incorreram.</p>
<p>Primeiro ponto. O tamanho, neste caso, importa. E a amostra são <strong>2155 </strong>alunos. Fixem esse número. Não custa muito. Vá: <strong>dois mil cento e cinquenta e cinco</strong>.</p>
<p>Depois, para vos facilitar a vida, contemplem esta bela tabela, com os valores percentuais das respostas dadas pelos alunos aos motivos  para o sucesso escolar:</p>
<table style="text-align: left; width: 438px; height: 200px; border="1" cellpadding="2" cellspacing="2">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 319px;"><strong>Motivo</strong></td>
<td style="width: 99px;"><strong>%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 319px;">Esfor&ccedil;o pessoal</td>
<td style="width: 99px;">24,1</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 319px;">Interesse pelos estudos</td>
<td style="width: 99px;">13,8</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 319px;">Capacidades pessoais</td>
<td style="width: 99px;">11,2</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 319px;">Sorte / Acaso</td>
<td style="width: 99px;">1,6</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 319px;">Dist&acirc;ncia de casa ao estabelecimento de ensino</td>
<td style="width: 99px;">1,3</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 319px;">Exist&ecirc;ncia de regras / disciplina</td>
<td style="width: 99px;">1,1</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p></p>
<p>E por fim, calculando o número de alunos correspondente a essa percentagem, tendo em conta a amostra (dois mil cento e cinquenta e cinco), temos outra magnífica tabela com dados muito elucidativos:</p>
<table style="text-align: left; width: 438px; height: 200px; border="1" cellpadding="2" cellspacing="2">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 319px;"><strong>Motivo</strong></td>
<td style="width: 99px;"><strong>n</strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 319px;">Esfor&ccedil;o pessoal</td>
<td style="width: 99px;">519</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 319px;">Interesse pelos estudos</td>
<td style="width: 99px;">297</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 319px;">Capacidades pessoais</td>
<td style="width: 99px;">241</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 319px;">Sorte / Acaso</td>
<td style="width: 99px;">34</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 319px;">Dist&acirc;ncia de casa ao estabelecimento de ensino</td>
<td style="width: 99px;">28</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 319px;">Exist&ecirc;ncia de regras / disciplina</td>
<td style="width: 99px;">24</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p></p>
<p>Reportando-nos aos factores que os jornalistas do <a href="http://diariodigital.sapo.pt">diáriodigital</a> optaram por destacar, ficamos com <strong>34</strong> alunos que acham que boas notas é para quem tem sorte e <strong>24</strong> alunos que acham que é para quem ande na linha e não arreie na <em>stôra </em>por dá cá aquela palha. Temos aqui um diferencial de <strong>10</strong> alunos. Neste parágrafo, estamos a discutir <strong>58</strong> alunos, <strong>2,69%</strong> da amostra, <strong>2,69%</strong> que ocupam o destaque por inteiro no título da &#8220;notícia&#8221;, na tentativa de produzir um maior impacto e vender a ideia da violência escolar e menosprezar a disciplina, recorrendo a um <em>twist </em>estatístico mal conseguido, inválido e novamente ignorando a imensa maioria de alunos e as reais percepções causais face ao sucesso escolar.</p>
<p>Segundo o estudo levado a cabo pelo Conselho Nacional de Educação, as razões que os alunos atribuem para o sucesso escolar são o <strong>esforço pessoal</strong>, o <strong>interesse pelos estudos</strong> e as <strong>capacidades pessoais</strong>. E o resto é conversa&#8230; </p>
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