Os pulhas

Pulha que é pulha nunca deixa de o ser. E não elogia por elogiar. Espera sempre alguma coisa em troca. Eu sei disso. Dou-lhe uma palmadinha cínica nas costas e peço ao dono do café duas cervejas. “Uma para mim e outra aqui para o meu amigo Zé, que ele merece”. E ele fica todo contente e gagueja um “obrigado”. E eu sorrio. Ele nem se apercebe, mas esta… é a minha vingança.
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