Allgarve
O ministro da Economia, Manuel Pinho, anunciou ontem, sem se rir, que irá ser feita uma campanha de marketing para promover aquela região mais a sul de Portugal, boa para fazer praia e ser roubado nos restaurantes, pelos donos dos mesmos.
Em que consiste a campanha? Simples.: mudar a zona à dita região. Para a estranja, agora é Allgarve.
All, segundo o ministro é tudo em inglês. Eu acredito nele.
Mas o que é que o homem quer, verdadeiramente?
Uma primeira leitura deste golpe de génio faz-nos pensar que estamos perante uma internacionalização do país. A malta soletrando melhor o sítio, é capaz de achar mais fácil meter cá os cotos. OK. Para meia dúzia de disléxicos de Bristol, até que deve funcionar.
No entanto, o Google dá-nos uma resposta óbvia para as verdadeiras intenções de Manuel Pinho:

De génio! Desviar a estranja toda para Marrocos e ter umas férias descansadas, fazendo de Albufeira uma estância calma e isolada!
Temos homem, temos visionário, temos ministro.

:D
O teu espírito cómico sempre a trabalhar!
;)
E eu que pensava que o palhaço era o Pinho… :P
Tens aqui a possibilidade de dar o teu contributo…
:0))
http://raim.blogspot.com/2007/03/no-fique-s-pelo-allgarve.html
Oh meu deus,
Tudo bem que podemos ter tudo como alvo de humor. No entanto convem perceber aqui o que está em causa. Ninguem vai mudar o nome ao Algarve. ALLGARVE é apenas e só uma marca de um conjunto de eventos que se realizarão de abril a outubro. POBRES E MAL AGRADECIDOS. Se eu fosse ao Ministro acabava com isto e já não havia 3 milhões de euros pa eventos pa ninguem.
Bem hajam
Não não… ele que não acabe com isto, que a gastar € em eventos é que nós somos bons… o pior é o retorno… a avaliar pelas pesquisas no Google, quem ganha é Marraquexe :P
Allgarve, uma iniciativa que talvez devolva os turistas que gastam dinheiro ao Algarve, como comunicador acho a ideia brilhante, atrai atenção, senão não falavam tanto nela, fica na memória e há necessidade de ser feita.
Falando a sério, a diferenciação em termos turísticos não deve ser feita com uma embalagem nova, mas a investir no conteúdo. E embora em anos recentes o Algarve tenha registado melhorias, fruto até de menor afluxo turístico, há muita ordenação territorial e investimento na qualidade das ofertas que ainda está por fazer. E é por isso que vão ser mais 3 milhões de € gastos inutilmente, de forma não sustentável.
acho a ideia brilhante, atrai atenção, senão não falavam tanto nela, fica na memória
Como comunicador, deve certamente saber que nem toda a publicidade é boa publicidade.
Depois desta auto-flagelação masoquista da nossa identidade, que respeito poderemos esperar dos outros europeus e dos turistas que nos visitam, se não somos capazes de nos respeitar a nós próprios?
Já agora, porque é que o minister Pine não lança uma campanha com o nome Portugall ? Caía o Carmo e a Trindade. É que o ridículo mata…
God save the Allgarve from Mr. Pine
Como se já não bastassem os verdadeiros atentados urbanísticos a que este pobre Algarve tem estado sujeito ao longo dos anos, por parte das autarquias e dos patos-bravos, vem agora o ministro Manuell Ppinho (o mesmo ministro que num dia nos classificou como país pouco competitivo porque temos ordenados altos, para no dia seguinte dizer ao chineses que somos um país bastante competitivo porque a nossa mão de obra é baratíssima) dizer que a única maneira de tornar o Algarve competitivo e conhecido no estrangeiro, é alterar-lhe o nome para Allgarve.
Santa ignorância a de quem nem teve o cuidado de se informar sobre a origem do nome Algarve! Aquele “Al” não está ali por qualquer delírio dos algarvios! Está ali pelas nossas origens árabes. Aquele Al não é mais que o artigo definido “o”, em árabe!
Se a tanto não chega a cultura destas mentes prodigiosas, bastava-lhes uma consulta à internet (tão aconselhada como meio de pagamento de impostos) para que estas alimárias ficassem a saber que a palavra Algarve queria dizer “al-Gharb” ou o Reino do Ocidente visto que al-Gharb fora anexado à “taifa de Niebla” de que era emir, Musa ibn Mohammad ibn Nassir ibn Mahfuz que se proclamara como Rei do Algarve (amir al-Gharb) pelo facto do seu governo compreender a zona mais ocidental do Andaluz muçulmano ou seja, a zona que corresponde hoje ao Algarve.
Se estão tão interessados em promover o Algarve lá fora, impeçam a sua descaracterização! Impeçam a destruição do seu ex-libris, a flor de amendoeira! Impeçam a substituição das suas aldeias de casas brancas por monstros de cimento. Não deixem que cubram os verdes campos ou as praias douradas, com o cinzento do cimento ou o negro do alcatrão! Promovam o que temos de mais típico sem que nos ponhamos de cócoras perante artificialismos de línguas estrangeiras!
D. Sancho I, D. Sancho II e D. Afonso III devem andar às voltas nos respectivos túmulos com tamanho descaramento! Se fossem vivos talvez pensassem que se tratava de alguma ideia luminosa proveniente da sapiência de alguma daquelas beldades que a TVI quer impingir ao povo português.
Gostaria de deixar ao Sr. Bbernardo Trrindade, Ssecretário de Esstado do Tuurismo, ao ministro Manuell Ppinho e a todos os que querem protagonismo à custa do nome do Algarve, alguns bons exemplos que poderão aproveitar para promover a sua vasta “cooltura”: podem alterar Alentejo para Allentejo, Aljezur para Alljezur, Lisboa para LLisboa, Évora para Évvora e a cereja no topo do bolo (ou deverei dizer bollo?) seria promover lá fora o nome de Portugal como Portugall.
Alarves, já tínhamos cá muitos! Allarves, será a nova palavra a acrescentar ao dicionário para designar os pacientes que sofram destas diarreias mentais!
Deixem o Algarve como esta e ce nao estao contentes pediremos independencia
estamos muito bem e nao precisamos de nimguem