Opensource nas organizações
![]()
Havendo muitas referências ao uso do software opensource a nível empresarial e dos seus benefícios, quer em redução de custos como em boa qualidade das aplicações, a adesão das organizações ao software opensource poderá ser maximizada, a meu ver, com uma evangelização dos seus colaboradores a um nível pessoal.
A tomada de contacto com a realidade opensource dá-se tipicamente no meio académico na área das TI ou por pessoas que sejam utilizadoras frequentes da web. Não é de espantar que, na maioria das organizações com uma quadro de pessoal com pouca exposição à web e com formações menos ligadas às TI, opensource seja algo distante, senão mesmo completamente desconhecido.
No entanto, a utilização de software por parte desses colaboradores é, cada vez mais, uma realidade garantida.
Dar o passo seguinte, colocando esses utilizadores como agentes de mudança, só é possível com um conhecimento de causa do que é o software livre, o que implica passar por uma experimentação directa e bem sucedida.
Por oposição ao fluxo bottom-up característico do desenvolvimento das aplicações OS, as organizações encontram-se ainda com padrões decisórios muito centralizados na chefia, com pouca autonomia para a capitalização das contribuições individuais para produzir vantagens competitivas. O superavit orçamental que se obtém ao não pagar licenças de software é um dado que os decisores desconhecem, ou, dada a gratuitidade das aplicações OS, seguem o velho princípio “se é grátis, deve ser pouco fiável”.
Como se pode então utilizar os colaboradores como agentes de mudança?
Uma estratégia poderia ser a da divulgação das aplicações nos media generalistas. Fazer um pouco de lobbying, poderia até merecer destaque nos conteúdos seleccionáveis nas publicações periódicas.
Pode-se, também, enveredar por vias mais informais, pelo boca a boca, tentando dissuadir o amigo ou familiar a utilizar software OS, difundindo-o junto da sua organização. Desmistificar a crença da falta de qualidade das aplicações por serem grátis parece talvez o obstáculo mais difícil de transpor. No entanto, há sempre casos de sucesso, organizações dinâmicas que podem ser citadas(Wikipedia, Linux).
Há ainda o argumento redução de custos = menos turnover. Após o receio da tecnologia substituir o Homem, o OS surge como uma oportunidade de permitir uma flexibilidade orçamental para a manutenção dos elementos da organização e principalmente do contributo do seu capital intelectual e expertise adquirido ao longo de anos.
Próximo post: lista de aplicações opensource passíveis de utilizar em ambiente doméstico.

Trackbacks & Pingbacks