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Jan 27 12

Carreirismo

 

Após ter surripiado por três vezes a compota da despensa
Seu pai admoestou-o.

Depois de ter roubado a caixa do senhor Esteves da mercearia da esquina
Seu pai pô-lo na ru-a.

Voltou passados vinte e dois anos, com chofer fardado.

Era Director Geral das Polícias.

Seu pai teve o enfar-te.

Carreirismo, por Mário Henrique Leiria

Dez 28 11

“processo indisciplinar”

Out 28 11

Tintins em 3D

D

Dupond

Dupont
Set 26 11

Brutuguês, a escrever como se diz, desde 1990

Malaca Casteleiro, pai do brutuguês, na sua entronização como confrade do diospiro

“É que isto não é uma questão linguística, é uma questão política, uma questão muito importante do ponto de vista da política de Língua no âmbito da Lusofonia”, sublinhou Malaca Casteleiro, membro da classe de Letras da Academia de Ciências de Lisboa.
O professor explicou que este acordo ortográfico “privilegia o critério fonético a desfavor do critério etimológico”, o que implica “a supressão das consoantes mudas, há muito decidida no Brasil”.

Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/acordo-ortografico-falta-vontade-politica-para-ratificacao-malaca-casteleiro-cfoto=f254931#ixzz1Z428iu4W

Set 23 11

Hello Kitty, bye bye Rosalina

Set 23 11

Resumo político da semana

Anona que ri por último, é quem muge melhor.

Set 5 11

Novo acordo ortográfico da Linha

Na senda do pioneirismo informativo que caracteriza este pasquim, o Estado de Fluxo informa em primeira mão algumas das alterações linguísticas que advêm  do novo Acordo Ortográfico da Linha, a vigorar entre Algés e o Guincho, já  partir do próximo ano.

Este acordo nasce da necessidade de uniformizar todos os dialectos falados na Linha, projectando os falantes e revigorando a região, eliminando as consoantes mudas, as letras inconvenientes e as palavras com érres em demasia, que só dão um ar saloio e pouco esclarecido a quem as profere (à excepção do irra!).

Antes Depois
Acto Evento
Adoçante Canderel
Baptizado Evento
Difícil Dficil
Espreguiçaceira Chaise Longue
Respectiva Mlher
Respectivo Marido
Telefone Tfone

 

Ago 20 11

Godinho, Duque e Freitas, façam lá a vontade ao árbitro e tirem um retrato, que o homem deixa de amuar

Jul 15 11

Não sabia que no turismo havia “setores”. Pensava que era só na sala de aula

Jul 15 11

“acordo ortográfico” – implicações

Na blogosfera e nos media não se observa menção a três incógnitas da putativa adopção do “acordo ortográfico”.

A saber:

  • Qual o impacto do “acordo” na aprendizagem de outras línguas?;
  • Qual o impacto do “acordo” nos diversos léxicos de campos do saber como a Medicina ou as Ciências Biológicas?;
  • Qual o impacto do “acordo” nas estratégias de aquisição da leitura?;

Qual o impacto do “acordo” na aprendizagem de outras línguas?

Ao estipular o primado da fonologia sobre a ortografia, este “acordo” que se intitula de unificador, isola ainda mais a língua portuguesa, afastando-a das restantes línguas latinas (inglês incluído). As consoantes mudas fornecem pistas valiosíssimas sobre a etimologia das palavras, assim como unificam todo um conjunto de línguas ocidentais, promovendo o multi-linguismo. A este propósito, é assaz curioso que os falantes do português do Brasil não revelam tanta facilidade na aprendizagem de línguas estrangeiras como o português ou o romeno.

Qual o impacto do “acordo” nos diversos léxicos de campos do saber como a Medicina ou as Ciências Biológicas?

O léxico científico, por se querer universal, tem-se socorrido de duas línguas estáveis: o grego e o latim. O baptismo de nomes científicos com base nessas línguas permite não só uma regularidade, mas também uma forma de promover o intercâmbio científico entre falantes de línguas diferentes. Um aluno que no próximo ano comece a ser instruído através da cartilha do “acordo”, verá o seu léxico irremediavelmente comprometido e terá menos estratégias mnésicas, gramaticais e logográficas de aquisição do mais variado jargão científico. O facilitismo em anos precoces de alfabetização trará incomportáveis custos, amputando de Saber uma população universitária cada vez mais pobre nos recursos que traz para o ensino superior.

Qual o impacto do “acordo” nas estratégias de aquisição da leitura?

Para a maioria dos alunos a aquisição da leitura faz-se quase automaticamente. Não obstante, as estratégias utilizadas são complexas e diversificadas. Ao contrário do que a linguística da gramática generativa faz crer, por via dos ideais anarco-sindicalistas de Noam Chomsky, a existência de regras estáveis é um facilitador da aquisição da leitura. Não constitui estratégia única, mas negligenciá-la para promover a gramática generativa é reduzir o leque de estratégias de aquisição da leitura. A este propósito, convém também salientar que, ao nível de jovens leitores, a inexistência de uma pista ortográfica é um pouco como proibir aprender a andar de bicicleta sem rodinhas…

Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue!